Cidades

Há 100 anos, Cartório de Registro Civil de São Caetano escreve a história da cidade

 No último dia 06, o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de São Caetano, localizado na rua Pará, 48, Centro, uma das serventias mais antigas do ABC, completou seu centésimo aniversário. Ao logo de um século, é impossível mensurar quantas certidões de nascimento ou óbito foram realizados na unidade, mas pode se dizer, em termos práticos, que o Cartório deu cidadania a milhares de pessoas nascidas na cidade e ajudou, de certa forma, a escrever sua história. Outras centenas de milhares se uniram matrimonialmente naquele endereço.
A frente do Cartório, à época de sua fundação, o primeiro oficial, antes chamado de escrivão, Antonio Flaquer, o Tonico Flaquer. Junto a ele, o juiz de paz, José Marino Garcia Junior, o Juca Garcia.
E por falar em casamento, o Cartório da rua Pará celebra mensalmente, 110 enlaces civis. Destaca-se que a unidade centenária está à frente de seu tempo e acompanha as novas formas de famílias. Em 2014, a serventia realizou a primeira união estável homoafetiva da cidade. Na ocasião dois homens tiveram o casamento chancelado perante a sociedade.
De acordo com oficial, Wagner Zago, que está há dez anos à frente do Cartório, “dois casamentos homoafetivos são realizados por mês na serventia, assim como diversos registros de nascimentos, óbitos, interdições, averbações, lavratura de procurações, reconhecimento de firmas, autenticação de documentos e de livros mercantis”.
Para atender a demanda de serviços, o cartório conta hoje, com 17 funcionários.
Na centenária história da serventia, em meados de 1935, Dictino Laranjeira era o escrivão interino, Octavio Tegão ajudante habilitado e Nelson Dell’Antonia auxiliar. Ainda na década de 30 o juiz de paz era Matheus Constantino.
Ao longo dos anos, ainda passaram pelo cartório, como oficiais, Além de Antonio Flaquer e Octavio Tegão, Waldomiro Borges Canto, Caetano Grecco, Flavio Grecco até chegar ao atual oficial Wagner Zago.
Ao longo dos anos, outros juízes de paz passaram pelo Cartório, entre eles, João Rela, (Homem da Capa Preta), Oswaldo Carmona Artência, Jacinto Cabral Torres, Antonio Gherbali e Lázaro Tavares da Cunha, que sempre exerceram o cargo de maneira voluntária.
Wagner Zago ainda destaca que o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de São Caetano “trata-se de uma serventia que atende, sem distinção, a todas as classes sociais. Também chamado de Cartório da Cidadania, o Registro Civil das Pessoas Naturais dá ao cidadão o primeiro documento da vida, marcando o início da personalidade civil da pessoa. Da mesma forma, ao registrar o óbito, põe fim à mesma”.

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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