Politica

Editorial – Filigranas e firulas

 O jogo político no país – por mais crasso, indigesto e deletério – vai dos palavrões e ameaças de banhos de sangue dos alijados do poder em 2.016 às firulas e filigranas das perpétuas cúpulas judiciais defensoras do sistema. Aqueles, estéreis mas perigosos, bem ao gosto popular, que vê o debate político como partidas de futebol. 
As segundas, decisivas por determinarem destinos de pessoas e do Estado, apoiam-se na tese da incapacidade do vulgo em entender sequer um “O” desenhado com um copo. A bronca popular é sutilmente dominada pela semântica e uso prolixo do vernáculo até os extremos de situações explosivas, aquelas em que todo mundo corre. 
Diz o noticiário que quase 7 milhões de venezuelanos votaram no plebiscito contra Nicolás “El Podrido” na Venezuela e que 98 % exigem a saída imediata do poste chavista, eleito com ajuda de Lula e do PT, via corrupção. O caso é que a população adulta desse país beira os 15 milhões, relativizando os números. Está no 1X1.
Lá como cá, uma coisa é certa: o Estado atrofiado é o inimigo de quem trabalha e produz. Tudo consome e pouco retribui, em prol de suas castas políticas, administrativas, jurídicas e financeiras sub-reptícia ou abertamente, conforme melhor lhes convenha. 
Sem a reforma estrutural e política profunda e exemplar, nada mudará em nossos países. A pergunta é: quem a fará, sem firulas e filigranas condenáveis?

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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