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Dr. Paulo Hoffman aconselha que a pessoa tem que pensar em testamento sempre

Especialista em Processo Civil,o advogado Dr. Paulo Hoffman explica o porquê é preciso fazer o testamento e como a legislação brasileira trata do assunto

Existem perguntas que, muitas vezes, causam estranheza, como por exemplo, você já fez seu testamento? Inclusive, questionamento que leva pessoas a acreditar que a confecção deste documento significa determinar um prazo de validade para sua vida, porém, o advogado, doutor e mestre em Processo Civil pela PUC-SP, e com especialização na Itália na mesma área, Dr. Paulo Hoffman explica que elaborar o testamento é uma necessidade e que existem vários pormenores que devem ser observados, contudo, todos devem fazê-lo.

Equívoco

Em tom de descontração, mas com um fato verídico, Dr. Paulo explicou como as pessoas reagem ao receber a orientação.

“Todo mundo, absolutamente todo mundo. O grande problema é que quando se fala em testamento, a pessoa imagina que vai morrer. Eu atendi a um cliente e falei que precisávamos fazer um testamento, ele tinha 60 anos, à época, no entanto, ele se chocou e disse, por que? Você acha que eu vou morrer? Então, eu falei: eu não acho, eu tenho certeza, só não sei se é agora, enquanto estamos conversando, ou daqui a 60 anos”, brincou o advogado.

No entanto, Dr. Hoffman explica o porquê de fazer o documento e como ele enxerga a burocracia no Brasil.

“A pessoa tem que pensar em testamento sempre, porque morrer é certeza que todos nós iremos. Mas, infelizmente, o testamento ainda é muito mal feito, por exemplo, já vi testamento feito para deixar para o filho, ora, quando da herança, eu morri, agora, vai herdar minha mulher e meus filhos, porque a sucessão no Brasil é automática, é regulada por lei”, explica o advogado.

Além disso, Dr. Paulo Hoffman comentou qual a função do testamento.

“O testamento permite, respeitada a legislação e o direito dos herdeiros, que você regularmente determine como será dividida a sua herança, é lógico que existem outros mecanismos além do testamento, mas depende do patrimônio da pessoa, no entanto,  para a maioria das pessoas, o testamento resolve”, elucida ele.

Com isso, o especialista afirmou que a grande vantagem do testamento é que sempre vale o último, portanto, se a pessoa resolver mudar de ideia para quem deixar seus bens, ela pode fazer um novo testamento que passa a vigorar de imediato.

Transferência de veículo

Por fim, Dr. Paulo explicou a questão da transferência de veículo sem a necessidade do inventário.

“Antes, você precisava entrar no judicial para pedir o alvará para o juiz, contudo, hoje, você tem a possibilidade também de fazer extrajudicial, entretanto, existem algumas limitações, mas no geral pode ser feito extrajudicial, aí pode constar para vender um imóvel, vender um carro, enfim, para que você ganhe agilidade, porque muitas vezes acontecia de a pessoa morrer e a família não ter dinheiro, porque estava tudo bloqueado”, explica ele.

CELSO M. RODRIGUES

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