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Dias Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF

Caso segue para que o presidente do STF, Edson Fachin, faça a distribuição para um novo magistrado

O ministro Dias Toffoli, do STF – Supremo Tribunal Federal, deixou nesta quinta-feira (12) a relatoria de investigações relativas ao Banco Master. A decisão, após reunião dos ministros da Corte, ocorre na esteira dos avanços da investigação da Polícia Federal sobre o caso. Em nota, o STF informou que o ministro – “considerados os altos interesses institucionais” – pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso.

No texto, os ministros do tribunal afirmaram “não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição”, que reconhecem “a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli” e que expressam “apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”

Integrantes da Corte disseram que a reunião começou “tensa”, mas que aos poucos Toffoli foi convencido a deixar a relatoria como uma resposta à sociedade. Em sua fala, o ministro garantiu não ter tomado nenhuma medida ilegal na condução do inquérito e que não há nada que possa desaboná-lo.

Relatório dos investigadores enviado ao Supremo na última segunda-feira (9) trouxe menções sobre o magistrado, a partir de dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, informou aos colegas sobre os achados da PF na reunião. O magistrado também enviou o documento à Procuradoria-Geral da República.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli esclareceu sua participação societária na empresa Maridt. Também negou relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro admitiu que integra o quadro societário da empresa, mas afirmou que a administração é feita por parentes.

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