O vereador Mazinho – PL, de Mauá, utilizou as redes sociais para criticar uma decisão do governo federal que autoriza a compra de 40 smart TVs destinadas a sessões de cinema em presídios federais de segurança máxima. Nesse sentido, o parlamentar comparou a medida com a negativa de instalação de uma televisão na cela do ex-presidente Jair Bolsonaro – PL, atualmente preso na unidade conhecida como Papudinha, levantando questionamentos sobre critérios e prioridades adotadas pela administração federal.
Segundo Mazinho, a decisão evidencia um tratamento desigual entre presos do sistema comum e o ex-chefe do Executivo nacional.Além disso, o vereador afirmou que a justificativa de “questões de segurança” para negar o equipamento ao ex-presidente contrasta com a autorização de aparelhos destinados a programas de entretenimento dentro das penitenciárias do país.
“O governo federal autoriza a compra de 40 smart TVs para sessões de cinema dentro dos presídios. Ao mesmo tempo, nega uma televisão na cela do ex-presidente Bolsonaro, alegando ‘questões de segurança’. A pergunta é simples e o povo está fazendo: segurança pra quem? Para criminosos condenados, tem conforto. Para um ex-presidente da República, não. Dois pesos, duas medidas. Esse é o governo do amor”, declarou o vereador.
Contudo, a fala gerou debates entre apoiadores e críticos nas redes sociais, ampliando a repercussão política do tema.
A compra dos equipamentos integra o programa ReintegraCINE, criado dentro da política de reintegração social de pessoas privadas de liberdade no sistema penitenciário federal.
Ainda assim, o investimento previsto é de R$ 85,4 mil, com distribuição das 40 smart TVs entre as cinco unidades federais de segurança máxima existentes no país, conforme planejamento do governo.
Os televisores adquiridos possuem 50 polegadas, resolução 4K e acesso à internet, sendo destinados à exibição de conteúdos audiovisuais e musicais sob demanda, como plataformas de streaming. Todavia, a proposta oficial do programa é utilizar o cinema e outras linguagens culturais como ferramentas educativas e de ressocialização, o que, apesar disso, segue sendo alvo de críticas de setores políticos que questionam a prioridade e o simbolismo do investimento.
MARCOS FIDELIS

