
Mantendo o ritmo quinzenal desta coluna, hoje trago outra sugestão literária. Nessa edição, recomendo o livro escrito pelo amigo Luiz Teddy, no qual ele apresenta uma biografia emocionante sobre o seu pai.
“Eddy Teddy – O Som, a Vida e o Legado”
A década de 1980 marca o surgimento de novas casas noturnas em São Paulo, entre elas Radar Tan Tan, Rose Bom Bom, Madame Satã, Carbono 14, Napalm e Ácido Plástico. Nesse turbilhão criativo de estilos visuais e tendências musicais, tive acesso a várias tribos urbanas que abalavam as pistas de dança da cidade.
Diante desses comportamentos radicais, me identifiquei com um movimento musical denominado rockabilly, que se inspirava na sonoridade tradicional das guitarras acústicas, no modo de vestir, de dançar e de se posicionar. Mais que música, era um estilo de vida que refletia a essência dos anos 50, momento em que, ao lado de amigos e amigas, venerávamos antigos ídolos norte-americanos, entre eles Elvis Presley e Gene Vincent, além de novas bandas, como Stray Cats e Matchbox.
Numa dessas madrugadas dançantes, conheci um músico carismático que iria inspirar várias gerações. Seu nome era Eduardo Alberto da Silva Moreira, mais conhecido como Eddy Teddy. Um ícone do rockabilly paulistano que evocava uma espécie de eterna inocência; um homem discreto, de óculos com aros grossos e sorriso franco, que fora dos palcos era um cidadão reservado e comprometido com a família, bem distante de suas performances divertidas e acaloradas, que animavam legiões de fãs.
No entanto, além de músico, era colecionador de discos e fundador do Clube do Rockabilly, destacando-se em diversas frentes musicais e levando sua arte a vários palcos. E, numa dessas ocasiões em que o destino nos brinda com amizades definitivas, me tornei seu amigo. Vale lembrar que Eddy Teddy, ao lado de Kid Vinil e Tony Campello, participou da mesa de jurados dos Campeonatos de Topetes que promovi no Clube Gisela, em São Caetano do Sul, nos anos de 1988, 1991 e 1994, em um momento histórico da cena cultural do ABC.
Essas e muitas outras histórias podem ser conferidas no livro “Eddy Teddy – O Som, a Vida e o Legado”, no qual seu filho, Luiz Teddy, descreve de forma detalhada e apaixonada a trajetória de seu pai, desde os bastidores dos primeiros conjuntos musicais dos anos 60 até sua morte prematura, em 1997, aos 46 anos.
Mais que um livro, é o retrato de uma época. “Eddy Teddy – O Som, a Vida e o Legado” está disponível no site da editora cucainsana.com.br ou diretamente com o autor.



