Os museus da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) passaram a integrar o Programa de Museus Antirracistas, iniciativa do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN – Museu Memorial).
A adesão representa um marco inédito entre os equipamentos culturais do estado, incorporando de forma estruturada a perspectiva antirracista nas práticas museais e institucionais.
A proposta do programa vai além das narrativas expositivas, atuando também nas políticas de gestão, na formação das equipes e nas ações institucionais desenvolvidas pelos museus participantes – na Funarj, o Museu Antonio Parreiras, Museu do Ingá, Museu Carmen Miranda, Casa de Oliveira Vianna, Casa da Marquesa de Santos e Casa de Euclides da Cunha.
A iniciativa busca promover reflexões estruturais e a implementação de mudanças concretas que contribuam para a equidade étnico-racial no setor cultural.
O marco público da adesão da fundação foi a participação no I Seminário do Programa de Museus Antirracistas, realizado no Museu do Amanhã, no Centro do Rio de Janeiro.
O programa contará com seminários, oficinas e ações formativas voltadas à reflexão, ao intercâmbio de experiências e ao fortalecimento de práticas institucionais comprometidas com o enfrentamento ao racismo.
A partir dessa adesão, a Funarj passa a integrar uma rede interinstitucional dedicada à promoção da equidade étnico-racial, à valorização das tradições afro-indígenas e ao fortalecimento de políticas culturais antirracistas, reforçando o papel dos museus como espaços de memória, educação e transformação social.
Para Wallace Almeida, coordenador de Museus da Funarj, a participação no programa representa um avanço na gestão cultural.
“A adesão dos museus da Funarj ao Programa de Museus Antirracistas representa um avanço institucional no fortalecimento de práticas alinhadas à equidade e à diversidade no campo museal. Trata-se de uma iniciativa que contribui para a qualificação da gestão, da formação das equipes e das ações culturais, reafirmando o papel dos museus públicos como espaços de diálogo, memória e responsabilidade social”, destaca.
É uma forma de incentivar o consumo da arte, memória e desenvolvimento da reflexão e consciência social na população, atingindo públicos de todas as camadas econômicas da sociedade carioca.

