Esperar virou um hábito confortável e perigoso. Esperamos o momento certo, a aprovação alheia, a segurança financeira absoluta, o cenário ideal. Esperamos que alguém valide, autorize ou abra a porta. Enquanto isso, a vida passa, as oportunidades mudam de dono e o tempo cobra juros.
A verdade incômoda é simples: o momento perfeito não existe. O que existe é decisão. Movimento. Coragem imperfeita.
Quem espera demais transfere o controle da própria vida para fatores externos política, economia, família, medo, narrativa. Quem vai, mesmo com dúvidas, assume riscos, mas também assume autoria. E só quem é autor da própria história consegue mudar o final.
Não se trata de imprudência. Trata-se de entender que planejamento sem ação é apenas procrastinação sofisticada. Há pessoas extremamente “preparadas” que nunca saem do lugar. E há outras, cheias de falhas, que avançam e aprendem no caminho.
Esperar também é uma forma de se proteger do fracasso. Afinal, quem nunca tentou nunca errou. Mas também nunca viveu plenamente, nunca rompeu ciclos, nunca construiu algo que valesse a pena.
O mundo não é gentil com quem adia a própria vida. As estruturas de poder não favorecem quem hesita. As mudanças históricas não acontecem quando todos se sentem prontos acontecem quando alguém decide ir, apesar do medo.
Se você está esperando um sinal, aqui está ele. Se está esperando permissão, ela não virá. Se está esperando segurança total, ela é uma ilusão. Não espere. Vá. Com consciência. Com responsabilidade. Mas vá. Porque ficar parado também é uma escolha. E quase sempre, a mais cara.
Priscilla Cardoso
@priscillacardosooficial

