O avanço do uso da IA – Inteligência Artificial tem trazido alguns questionamentos, principalmente, no campo profissional e em diversas áreas, aliás, uma delas é o Direito, na qual o REPÓRTER conversou com o advogado Dr. Luis Ricardo Vasques Davanzo, que falou que a ferramenta é muito bem aceita, porém, desde que usada como auxiliar e não como fonte concreta de informação.
Nesse sentido, o operador do Direito fez suas ponderações ao comentar o uso da IA por profissionais, já que, para ele, a mente humana deve ser utilizada antes e em conjunto.

“Acho que a IA nunca veio para atrapalhar, veio para ajudar, contudo, a única coisa que o ser humano tem que usar é a sua inteligência para saber utilizar a IA, e não só depender dela. Até porque, já é sabido e temos vários casos em que a simples consulta à IA dá uma resposta que não é a verdadeira, porque existem variantes no Direito, que não é uma matemática, portanto precisa equilibrar com a inteligência humana”, opina Dr. Davanzo.
De acordo com Dr. Luis, a IA não vai analisar a questão humana do processo, mas sim o aspecto legal, e que “muitas vezes, faz uma interpretação errada, portanto, a IA é excelente como um auxílio, se não daqui a pouco não vamos mais precisar de juiz”.
Assim como foi presidente na OAB Ordem dos Advogados do Brasil – 39ª Subseção de São Bernardo, entre os anos de 2013 e 2018, Dr. Davanzo falou sobre liderança, e indicou quem tem esse perfil nos dias atuais.
“Não temos eleição na OAB esse ano, será em 2027, mas lideranças permanecem, independente de eleição, contudo, tivemos gerações excelentes de bons líderes da advocacia regional, agora, vejo como sendo a maior liderança com potencial o Dr. João Paulo Borges Chagas, presidente da OAB de São Caetano”, avalia o operador do Direito.
Eleições 2026
Embora tenha sido procurado para concorrer ao pleito de 2026, Dr. Davanzo acredita em exercer um papel de bastidores, mas avisou que já participou de reuniões com essa pauta.
“Fico feliz, pois muitas pessoas me consultaram sobre isso, inclusive, já tive algumas reuniões, mas a gente não pode ser apenas romântico, porque, embora perceba que meu nome tenha grande aceitação e que conseguiria um movimento muito grande, hoje sabemos que para conseguir uma eleição é preciso ter muito dinheiro, porém, nunca fui o tipo da pessoa que fiz questão de ser protagonista, acho que consigo ser aquela pessoa que faz parte do grupo de apoio de uma pessoa forte”, se autoavalia.
Entretanto, antes de finalizarmos a entrevista, Dr. Davanzo comentou sobre as prerrogativas da advocacia e de como percebe esse tema tão importante para o exercício da profissão.
“A questão de prerrogativas, acho que em regra são respeitadas, contudo, tem sessões que não são respeitadas, mas temos que analisar se essa exceção, às vezes, é por conta da autoridade ou em razão do grande crescimento da quantidade Faculdades de Direito e, por consequência, do número de inscritos na OAB, infelizmente tem uma quantidade muito grande de novos profissionais que, ou não sabem o que é prerrogativas, ou não sabem usar a sua prerrogativa, e muitas vezes acabam tendo até postura que não é compatível com o Direito”, lamenta ele.
Influencers no Direito
Por fim, Dr. Davanzo pediu mais rigor no controle do uso de redes sociais para a divulgação dos préstimos no Direito e criticou o que chamou de ‘influencers advogadas’.
“Acho que merece uma atenção muito grande por parte da OAB, a questão do controle das redes sociais, um aspecto que o advogado não pode fazer propaganda, todavia, pode sim fazer publicidade dos seus atos. Entretanto, infelizmente, o que a gente vê hoje é que muitas pessoas, não poucas, são influencers advogadas, que, portanto, não sabem advogar, contudo, ficam fazendo captação de clientes por meio de redes sociais, em suma, acredito que talvez esse ponto seja um dos maiores desafios da advocacia”, Dr. Davanzo pede atenção aos reguladores da profissão.
CELSO M. RODRIGUES

