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Professores protestam contra demissão na Rede Estadual de Ensino

O Governo do Estado de São Paulo foi procurado pelo REPÓRTER, mas até o fechamento desta reportagem não havia enviado resposta

A URE – Unidade Regional de Ensino de São Bernardo foi palco de manifestação de professores da Rede Estadual de Ensino, na última quinta-feira (29), que contestam a forma de avaliação que foi determinada pelo Governo do Estado de São Paulo, e que contou com cerca de 100 manifestantes.

De acordo com as informações que o REPÓRTER recebeu, houve uma imposição, a qual os professores denominaram ‘regime de terror’ à Educação Estadual, atingindo a todas as categorias de docentes, o que inclui diretores de escolas não efetivos e supervisores de ensino.

O diretor estadual da APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Aldo Santos conversou com o REPÓRTER, e explicou os acontecimentos mais recentes.

Diretor da estadual da APEOESP, Aldo Santos criticou a falta de atribuição de aulas e expôs mais dois problemas

Imposição

 

“Estamos no período de atribuição de aulas no Estado de São Paulo e, esse ato significa a manifestação de professores que estão sendo excluídos da educação por conta da chamada resolução 8”, iniciou a explicação o diretor.

No conteúdo que o REPÓRTER recebeu, o relato dá conta que na escolha de aulas, a chamada atribuição de aulas, que aconteceu em janeiro de 2026, “o Governo impôs a famigerada avaliação desempenho, através da qual, ‘Professores Efetivos’ foram excluídos das respectivas escolas em que trabalhavam há dez, quinze e até vinte anos, além de professores estáveis que também ficaram em situação de penúria, pior, ainda, do que os efetivos e os Professores Contratados chamados de Categoria O, que ficaram nos faróis vermelho e amarelo na deplorável avaliação que, além de terem os contratos extintos, foram simplesmente demitidos sumariamente, através da  Resolução 8/26, e ficarão três anos sem poder atuar na rede estadual”, diz o documento.

 

Mais problemas

 

Santos pontuou outros dois problemas que virão à tona após o fim das aulas no período noturno e com a ampliação do universo digital no meio escolar.

“Com o fechamento do período noturno, o aluno vai ficar fora da escola, isso também impacta no número de professores sem aulas, portanto, mais desemprego, além da ‘plataformação’ imposta pelo Estado de São Paulo que, a médio e longo prazo, certamente vai ter ainda uma substituição maior do professor pelas novas tecnologias”, lamenta ele.

 

O Governo do Estado de São Paulo foi procurado pelo REPÓRTER, mas até o fechamento desta reportagem não havia enviado resposta.

 

CELSO M. RODRIGUES

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