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Jovem que teve testa tatuada com frase ‘eu sou ladrão e vacilão’ é preso em Diadema

Conhecido nacionalmente após episódio de violência e humilhação, Ruan Rocha Silva foi detido em flagrante ao furtar equipamento de unidade de saúde no bairro Casa Grande

O jovem Ruan Rocha Silva, de 25 anos, que ganhou notoriedade nacional em 2017 após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada à força na testa, foi preso em flagrante nesta terça-feira (27) depois de furtar uma UBS – Unidade Básica de Saúde no bairro Casa Grande, em Diadema.

De acordo com informações da SSP – Secretaria da Segurança Pública, guardas civis municipais foram acionados após a constatação da invasão da unidade de saúde e, ainda assim, apuraram que o suspeito havia fugido para as proximidades levando um aparelho de lavagem de alta pressão pertencente ao local.

Do mesmo modo, durante as buscas realizadas pela região, os agentes localizaram Ruan em posse do equipamento furtado e, ao ser indagado, ele confessou a prática do crime, sendo imediatamente conduzido para a delegacia responsável pela ocorrência.

Ainda conforme a SSP, o jovem teve fiança arbitrada pela autoridade policial, porém, como o valor não foi pago, ele permaneceu detido e à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

HISTÓRICO

Nesse sentido, o caso reacende a memória de um episódio ocorrido em julho de 2017, quando Ruan, então com 17 anos, teve a testa tatuada com a frase “eu sou ladrão e vacilão”, em um ato que gerou forte comoção social e ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa.

Na época, os responsáveis pelo crime, o tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo, foram condenados pela Justiça pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal, uma vez que o ato foi filmado, compartilhado no WhatsApp e rapidamente viralizou.

Além disso, o adolescente estava desaparecido desde 31 de maio daquele ano, e os familiares só conseguiram reconhecê-lo após receberem o vídeo em que ele aparecia sendo tatuado à força, fato que mobilizou entidades de direitos humanos e movimentos sociais.

Na delegacia, Maycon e Ronildo alegaram que o jovem teria tentado furtar uma bicicleta na região e que, revoltados com a situação, “resolveram tatuá-lo como forma de punição”, versão que foi posteriormente questionada pelas investigações.

Ainda assim, o próprio Ruan negou, à época, que tivesse roubado a bicicleta de um deficiente físico, afirmando que estava embriagado e apenas esbarrou no objeto, que acabou caindo, o que, segundo ele, teria motivado a reação violenta.

Após a repercussão nacional do caso, o coletivo Afroguerrilha organizou uma vaquinha online para custear o procedimento de retirada da tatuagem, e o jovem chegou a passar por sessões para amenizar a marca no rosto, bem como por um período de internação em uma clínica de reabilitação em Mairiporã.

CASOS

Todavia, em março de 2018, Ruan voltou a ser preso em flagrante por furtar desodorantes de um supermercado na mesma cidade, ocasião em que a fiança de R$ 1 mil foi paga, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade.

No final de 2018, o jovem deixou a clínica onde tratava a dependência de crack e álcool após receber alta médica.

Em fevereiro de 2019, por exemplo, ele foi detido suspeito de furtar um celular e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo, caso que resultou em condenação judicial.

Nesse mesmo ano, a juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal de São Bernardo, condenou Ruan a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pelo furto ocorrido na unidade de saúde.

Porém, mesmo após cumprir parte da pena, o jovem voltou a ser preso em 2022, quando foi detido em flagrante ao tentar furtar um apartamento no Jardim Stella Maris, em Cotia.

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