A nova onda de calor que atinge o Brasil tem provocado impactos significativos na rotina da população e reforçado a necessidade de cuidados com o corpo em um contexto de mudanças climáticas cada vez mais evidentes. Episódios de temperaturas extremas, que antes eram pontuais, tornaram-se frequentes, exigindo adaptações na vida cotidiana e reforçando a importância da prevenção, da conscientização e da responsabilidade social em relação à saúde.
O corpo humano possui mecanismos naturais para regular a temperatura, como a transpiração, mas eles têm limites. Em períodos prolongados de calor intenso, esses mecanismos podem falhar, resultando em desidratação, exaustão térmica e até quadros mais graves, como insolação. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol estão entre os grupos mais vulneráveis. Por isso, cuidar do corpo passa a ser não apenas uma escolha individual, mas uma questão de saúde pública.
A hidratação constante é essencial. Beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, ajuda o organismo a manter seu equilíbrio e evita sintomas como tontura, fadiga e dor de cabeça. A alimentação adequada também desempenha papel fundamental: refeições leves, ricas em frutas, verduras e alimentos naturais auxiliam na reposição de líquidos e sais minerais. Por outro lado, o consumo excessivo de bebidas açucaradas, alcoólicas ou de alimentos ultraprocessados pode agravar os efeitos do calor, aumentando o mal-estar e a desidratação.
A proteção da pele é outro cuidado indispensável. A exposição prolongada ao sol eleva os riscos de queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele. O uso diário de protetor solar, roupas leves, chapéus e óculos escuros deve ser incorporado à rotina. No entanto, é importante lembrar que nem todos têm acesso a esses recursos, o que evidencia como a vulnerabilidade climática se relaciona diretamente com desigualdades sociais.
Além dos impactos físicos, o calor extremo também prejudica a saúde mental. Sintomas como irritabilidade, cansaço, insônia e dificuldade de concentração tornam-se comuns, interferindo na produtividade, nas relações pessoais e na qualidade de vida. Reconhecer esses efeitos é fundamental para entender que o calor intenso vai muito além de um simples desconforto: ele compromete o bem-estar integral do indivíduo.
Portanto, cuidar do corpo durante a onda de calor envolve atenção à hidratação, alimentação, proteção da pele, descanso e prevenção de riscos. Entretanto, para que esses cuidados sejam efetivos, é necessário que estejam aliados a políticas públicas, campanhas de conscientização e ações de preservação ambiental. Proteger a saúde em meio a temperaturas extremas é também promover equidade, reduzir desigualdades e garantir qualidade de vida para toda a população, hoje e no futuro.

