O vereador Julinho Fuzari (Cidadania), líder do governo na Câmara Municipal de São Bernardo, relembrou uma das principais conquistas de seu mandato: a retirada dos radares móveis das vias da cidade. A medida ocorreu há algum tempo, mas voltou ao debate como exemplo de atuação em defesa dos motoristas e trabalhadores de todo o município.
Ainda assim, segundo o parlamentar, à época os radares móveis eram utilizados de forma escondida, sem sinalização adequada e sem caráter educativo, o que gerava forte insatisfação da população. “Radares escondidos, sem sinalização, sem caráter educativo. Verdadeiros caça-níqueis que só serviam para punir o trabalhador que depende do carro todo dia”, afirmou Fuzari.
Luta
Apesar disso, o vereador recordou que a decisão de enfrentar o modelo adotado não foi simples, uma vez que houve resistência política da gestão anterior. De acordo com ele, foi necessário confrontar o então prefeito e um sistema que, na avaliação do mandato, tinha caráter meramente arrecadatório. “Enfrentamos o ex-prefeito e esse sistema perverso de arrecadação. Com o apoio de vocês, recolhemos mais de 15 mil assinaturas e vencemos”, destacou o edil.
Mobilização
Do mesmo modo, Julinho Fuzari ressaltou que a mobilização popular foi determinante para o fim dos radares móveis, consolidando a reivindicação de milhares de motoristas da cidade. Para o parlamentar, o engajamento da população demonstrou a força da participação cidadã na construção de políticas públicas mais justas.
Vitória
Nesse sentido, o vereador relembrou que os números registrados após a retirada dos equipamentos indicaram redução no número de acidentes de trânsito, contrariando o discurso de que os radares móveis seriam essenciais para a segurança viária. “Os acidentes diminuíram depois da retirada dos radares móveis, o que demonstra que esse mecanismo não era educativo, mas sim arrecadatório”, declarou.
Porém, Fuzari enfatizou que a fiscalização de trânsito é necessária quando tem foco educativo e preventivo. “Quando o radar é educativo, ele é visível e sinalizado. O que tinha aqui era armadilha pura”, afirmou, ao defender modelos transparentes e voltados à preservação de vidas.
MARCOS FIDELIS

