No exercício do segundo mandato como vereador de Diadema, porém, licenciado, depois de aceitar o convite do prefeito Taka Yamauchi – MDB para assumir a SASC – Secretaria de Assistência Social e Cidadania, Eduardo Minas concedeu entrevista ao REPÓRTER e falou de desafios, avaliou os serviços, e colocou no balanço também sua opinião quanto à participação do chefe do Executivo.

Empatia
Ao falar sobre a atuação do chefe do Executivo com a Pasta, Minas não poupou elogios.
“O prefeito Taka Yamauchi tem demonstrado sensibilidade, compromisso e compreensão técnica da política de assistência social, reconhecendo o social como um direito e não como favor”, concluiu Eduardo Minas.
Mais que serviços
Entretanto, Minas é sabedor de que a Secretaria em que atua é a porta de entrada para famílias que estão em situação de vulnerabilidade e, assim sendo, expressou sua percepção de que é muito mais do que prestar serviços, o propósito é acolher também.
“A assistência social é onde as pessoas chegam nos momentos mais difíceis da vida e, desse modo, exige presença, sensibilidade e compromisso diário. E eu sempre fui muito próximo da população, ouvindo famílias, acompanhando as dificuldades dos bairros e buscando soluções. Estar à frente da SASC, portanto, me permite manter a escuta ativa e contribuir para que as decisões estejam alinhadas com a realidade de quem mais precisa”, Eduardo se apresentou.
Contudo, o secretário afirmou que antes de fazer qualquer avaliação dos serviços prestados pela Pasta é necessário destacar os profissionais administrativos, técnicos e operacionais, que fazem com que a política de assistência social funcione todos os dias sem interrupção: 24/7.
Lab
No entanto, o ano de 2025 serviu como um laboratório e foi tempo de colocar a casa em ordem, conforme explicou Eduardo.
“2025 foi essencial para escuta, diagnóstico e organização da Pasta, sendo um período de conhecer a fundo os serviços, fluxos, as demandas reais da população e os desafios históricos da área”, explicou ele.
Dessa maneira, neste período foi possível fortalecer a proteção social básica e especial, além de estruturar a política pública e prevenção às situações mais graves de violação de direitos.
Desafios
Por outro lado, a Pasta tem desafios, e para 2026 o foco é transformar planejamento em ações estruturantes que deixem legado, com responsabilidade, técnica e participação social.
E conforme Eduardo afirmou, para que o objetivo seja alcançado, “é preciso fortalecer os CRAS, CREAS, Casa Beth Lobo, Central do Cadastro Único e o Centro POP, além de apoiar o funcionamento do Conselho Tutelar, consolidar e valorizar a rede parceirizada, como ILPIs, SAICAs, Residência Inclusiva, Casas de Passagem e Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes e idosos”, enumerou Minas.
No entanto, a política de assistência social envolve recursos de diferentes esferas de governo, fundos específicos e parcerias, exigindo responsabilidade técnica, planejamento e transparência, para que os investimentos sejam organizados com critérios técnicos, controle social e foco na garantia de direitos.
Concomitantemente, os trabalhos devem respeitar a legislação, ouvir os conselhos de direitos e assegurar que cada centavo investido se transforme em atendimento de qualidade, fortalecimento da rede de proteção social e melhoria dos serviços ofertados à população.
CELSO M. RODRIGUES

