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A importância da fala e da diplomacia

 

Há fatos que ficam na história e marcam profundamente gerações e gerações.
Seja uma guerra ou mesmo um genocídio, atitudes negativas são as que mais afligem pessoas, povos, comunidades e governos. Em razão disso, comparar atos nunca é uma boa ideia, pois cada um têm a sua particularidade, principalmente no tempo e espaço ao qual foram feitos.
Stalin matou 20 milhões de russos para tentar combater a fome e a miséria na União Sovíetica. A Turquia, quando era Império Otomano, exterminou milhares de armênios. Hitler fez o Holocausto, que dispensa comentários.
Todos os atos, praticados no século XX, têm suas essências e são condenáveis.
Porém, não devem ser lembrados, muito menos servir de comparação, apenas marcados na história, para servir de exemplo — negativo.
Quando são citados em textos ou falas expontâneas, deve-se tomar o cuidado para não cair em armadilhas, contradições ou mesmo comparações esdrúxulas, para as consequências não serem severas.
Muitos países fazem as recordações nos tristes aniversários dos acontecimentos descritos, não apenas para recordar as memórias dos entes falecidos, mas, também para relembrar as atrocidades feitas pelos seus autores.
Por isso ferem muito na memória de seus povos e não devem ser ditos “ao léu”, no bem dizer, pois podem acarretar em crises diplomáticas, dependendo da forma a qual estão sendo citados.
Assim, a fala de uma autoridade nacional, mesmo na espontaneidade, deve ser regulada e pensada, pois é o representante máximo de uma nação, dirigindo-se não apenas para um grupo de interlocutores, pois, no mundo digital e conectado de hoje, ela se espalha rapidamente para milhares de pessoas.
Portanto, o cuidado com a história é primordial em qualquer discurso, pois, mesmo cometendo anacronismos — comparar um fato passado, utilizando ideias do tempo presente —, eles até podem passar despercebidos, mas, quando guerras e genocídios são citados, o cuidado deve ser extremo, para não gerar graves consequências depois.
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