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Imagens falam mais que mil palavras

 

Em pleno 2024 e ainda tem muita gente que acredita que algumas atitudes não vão ter nenhuma consequência. Será mesmo que existem pessoas, hoje em dia, que não assistem televisão, não acompanham as redes sociais e veem o quão grave é insultar ou agredir alguém, ainda mais com tom de preconceito? Como sempre falamos, a internet tem seu lado contra, porém, ajuda e muito quando a questão é a divulgação de algum tipo de agressão ou crime.
Temos a comprovação disso nos últimos dias, com dois casos, em estados diferentes. Realmente há ainda uma ‘parte’ da população que não mede suas atitudes e palavras, ‘achando’ que é a sua opinião e razão que prevalece diante de tudo. Realmente algo assustador quando paramos para pensar de quão inteligente está o mundo, de quão fácil as informações chegam até nós e nos ensinam. Mas não, tem gente que prefere fechar os olhos e viver naquele mundo isolado que ‘acredita’ ser o correto.
Racismo e homofobia não devem ser tolerados, de forma alguma!
De um lado, temos uma mulher que se incomodou com um casal homossexual que estava parando no estacionamento de uma padaria em São Paulo. Primeiro, ela queria impedir que eles deixassem o veículo no local em que ela estava ‘plantada’. Depois, impedida de tal ação que queria, mesmo agredindo uma das vítimas com um cone, não se conteve e procurou mais discussão no interior do estabelecimento. “Tirei sangue seu foi pouco. E os valores estão sendo invertidos. Eu sou de família tradicional. Eu sou branca. Olha a hipocrisia. O mimimi.
Chama a polícia. Vamos ver quem vai preso aqui”… Enfim, não precisamos nem continuar com esse caso. As palavras já dizem tudo.
Já no Rio, um entregador negro foi ‘impedido’ de utilizar o mesmo elevador que uma moradora. Ela alegou que ele teria que subir no de serviço. Porém, lei municipal de 2003 proíbe qualquer tipo de discriminação no uso dos elevadores na cidade, seja em virtude de raça, sexo, cor, origem, condição social, idade, porte ou presença de defi ciência e doença não contagiosa.
A sorte do entregador, e também do casal em SP, é que imagens foram registradas e caíram nas redes sociais. Aliás, santa rede social que quando quer fazer justiça, consegue e bem! As duas foram bem expostas e os casos foram registrados na polícia. Talvezassim, aprendam que nenhumadescriminação passará.
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