Editorial – Dando boi

 Dar um boi, na gíria policial, significa facilitar a vida da malandragem. No caso do novo majorengo da PF, é o que aparenta. O Dr. Segóvia parece não ter aprendido, de menino, que em boca fechada não entra mosquito. E, dela, não sai besteira. 
Aventar que uma única mala talvez não desse para resolver se havia crime, ao ser empossado pelo denunciado Temer, pivô dos 500 milhões apreendidos pela própria PF recentemente, é entender que focinho de porco é tomada.
Segundo o procurador Carlos F. dos Santos, da Lavajato, em primeiro lugar, não cabe a quem não é responsável por investigações pronunciar-se sobre elas. Seu cargo é de chefia administrativa da PF. Depois, não sabe à PF falar sobre denúncias realizadas, prioridade do Ministério Público. 
Acrescentemos que não é sua função específica questionar o MP politicamente, incentivando conflitos de competência. A bandidagem institucionalizada festeja tais lambanças. Quiçá ele esteja na chefia exatamente para isso. O tempo dirá, mas o recém-inaugurado xerife começou impressionando mal. Muito mal. 
Arrastará consigo alguns colegas vacilantes na empreitada de livrar safados de grosso calibre e terá, consequentemente, o repúdio da instituição, se tal fizer. Mais: ficará sob a lupa do MP, de instâncias superiores da Justiça, da imprensa e da cidadania. 
Não é sempre que funciona o ditado popular “onde passa um boi, passa a boiada”… 
 

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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