Politica

Editorial – De gafanhotos e papagaios

 Na cerimônia do Dia do Advogado, na Câmara Municipal de São Caetano, o insigne deão da classe, Dr. João da Costa Faria, brindou aos presentes peça oratória impecável. Além de louvores aos operadores do direito pela lida árdua com leis confusas versus intenções escusas, tocou em tema áspero: a política. 
Recordou que, na Era Tortorello, a ameaça aos sonhos e destinos da cidade eram os Locust stethophyma, os “gafanhotos”. Referia-se, o preclaro causídico, aos partidos ditos de esquerda e seus temerários prosélitos, cambada que foi varrida do cenário político municipal nos anos subsequentes graças às suas insuportáveis lambanças. 
Destacou, ainda, que àquela praga periculosa sucedeu-se chusma de psitacídeos, também conhecidos por “papagaios” – aqueles que só falam o que lhes mandam. Data vênia, louvando a metáfora mas defendendo a discrepância na concordância, diríamos que neste aspecto igualmente o futuro da colheita segue em risco. 
Ensina o Direito Romano que “salus populi suprema lex esto” – o bem do povo deve ser a suprema lei. O “deve ser” é o X do problema: seja buscando o poder na mão grande, caso dos “gafanhotos”, seja na vaselina, caso dos “papagaios”, quem sempre perde é o povo. 
A discordância com a valiosa comparação biológica do notável orador, “ab ovo”, dá-se na crença de os bichos serem seres de Deus e, o que se tratou, ser coisa do Capiroto. 
 

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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