Editorial

Editorial – Mulheres de fato…

 Rafaela Silva, ouro no judô nesta segunda-feira nos Jogos Olímpicos, é sargento da Marinha. Também foi menina pobre do favelão da Cidade de Deus, nunca precisou de quotas raciais ou de gênero, favores ou leniências e, mesmo que vítima das novas regras vigentes para o judô em 2012, persistiu com garra, coragem e determinação. Não deve nada a ninguém. Brilha com luz própria.  Marta, nossa guerreira do futebol feminino, também. Ou as meninas do vôlei, das outras modalidades esportivas que, sem máscaras, sem firulas, de cara limpa, honram o país e sua condição de mulheres bem resolvidas cujas ações não precisam de explicação ou justificação, falando por si mesmas. São íntegras. Mas, os jogos passam, o Brasil segue seu rumo.  Não ocorre o mesmo em muitos aspectos e setores nos quais representam não apenas o pior dos conceitos do que seja “ser mulher”, como também da capacidade de dissimulação, astúcia e desintegração do ser humano.  Referimo-nos à situação decisiva para o futuro do país, com o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, no qual as seguidoras do célebre jurista “Tomás Turbando” – citado por Eduardo Cardoso – tentam a prevalência de sua condição de gênero para justificar o injustificável.  Falta-lhes garra, coragem e determinação para honrarem o país, não suas seitas e facções. Falta-lhes agirem como mulheres de fato e não como bibelôs partidários…

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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