Editorial

Editorial – Dia de quem?

  Segundo o Decreto Federal nº 52.682, de 14/101963, ficou instituído o “Dia do Professor” no dia 15/10, e escolas e instituições de ensino realizariam atos solenes e festejos para homenagear os mestres. Ontem deveria ter sido assim, mas, no “País das Maravilhas” em vias de colapso estrutural, devido falência institucional múltipla e profunda crise de falta de vergonha na cara, os professores não tiveram muito o que comemorar, do Oiapoque ao Chuí. Em qualquer país com índices civilizatórios normais, todos sabem que sem professores não há médicos, advogados, engenheiros, cientistas, operários, jornalistas, publicitários, agricultores, enfim: ficar-se-ia na era neolítica primitiva em aras da imbecilidade humana inata. Mas, onde analfabetos funcionais prepotentes são eleitos como vereadores, deputados, senadores e presidente, professores são um pé no saco, um mal desnecessário. Ao invés de prestigiados e respeitados, professores hoje são vilipendiados e humilhados por alunos celerados e seus pais cretinos, e considerados “gasto” pelo Estado. Gasto é o tsunami de corrupção que assola o país: o dinheiro some e não volta. Ensino é investimento a curto, médio e longo prazos; quem o garante são os professores: o dinheiro volta em termos de qualidade de vida.Comemoraremos o dia no qual o professor ganhe tanto quanto os atuais políticos e, estes, como os atuais professores…  

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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