Editorial

Editorial – Papo reto

 Vamos lá: a imprensa e o jornalismo não resolvem os problemas de ninguém, apenas podem mostrá-los e comentá-los. Quando, por exemplo, noticia que um policial botou uma arma na mão de um sujeito já morto, não está contra a polícia. Quando informa que embora haja farta propaganda sobre a excelência da segurança, na vida real o buraco é mais embaixo, não está contra a prefeitura. Causou espanto, por exemplo, aos moradores do quarteirão EM FRENTE ao temido GARRA e à delegacia de São Caetano que, em quinze dias, houvesse dois arrombamentos de madrugada, num bar e numa clínica. O jornalista noticia e, ao comentarista, só cabe perguntar: cadê a polícia? Cadê o CONSEG? Na política, informa os fatos dos quais tem conhecimento. É claro: o noticiário assume o papel de enjoativa coluna social de fofocas e tititis, na dependência do que chega ou das assessorias de imprensa dos ilustres atores, ou das denúncias da população. Quando há coisas bem feitas, se não informam não há como inventá-las. Havendo malfeitos, idem. Virou caso de polícia, daí vira manchete. Não interessa qual partido, cargo, função ou serventia. Portanto, quem pretenda resolver os graves problemas nacionais e locais e não acredita na Justiça e nas instituições, não ataque ou culpe a imprensa: crie coragem, organize-se, proteste, vá às ruas exigir direitos, ética e transparência…Nós daremos a notícia! Certo?  

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Walter Estevam

Casado, Publisher do Jornal ABC Repórter e da TV Grande ABC, Presidente da ACISCS, Ex-Presidente da ADJORI, Ex-Presidente da ABRARJ, Ex-Professor Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Jornalista, Publicitário, Apresentador dos programas 30 Minutos e Viaje Mais.

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